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 Bosque dos Álamos

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Arvedui

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MensagemAssunto: Bosque dos Álamos   Dom 16 Set - 15:14

Um pouco a nordeste do Refúgio, seguindo pelas estradas tortuosas e semi-escondidas que cortavam os vales, havia agora uma pequena massa florestal, composta basicamente por álamos, salgueiros e outras espécies menos conhecidas de choupos. O clima ali era um tanto frio no outono e no inverno, tornando-se mais ameno e agradável nos meses de primavera, mas em momento algum do ano fazia calor, nem mesmo no verão mais rigoroso. O solo estava permanentemente coberto por folhas amarelecidas, que davam ao lugar um aspecto melancólico, como se uma dor silenciosa e aguda se espalhasse por cada árvore, cada galho, e por cada folha morta que cobria o chão.

Havia poucas trilhas que um viajante incauto pudesse seguir para se orientar, e a disposição das árvores, do vento e dos pequenos riachos que cortavam o solo não ajudava na orientação. Parecia que o clima, o senso de direção e espaço mudava quando se adentrava aquele local. Era como um pedaço de passado sobrevivendo em pleno tempo presente. Os sons do mundo de fora ficavam distantes e abafados, e apenas o leve farfalhar das folhas ao vento podia perturbar o sono de um homem cansado que deitasse para dormir.

Uma brisa leve soprava o tempo inteiro, incessante e insistente. Trazia consigo uma canção doce, canção de amores, de velhas dores, de novas esperanças, mas também de medo. Era difícil definir o que cada pessoa escutaria na canção do vento, isso dependeria de que desígnios cada ser carregava em sua mente, coração e corpo. À canção do vento misturava-se o coral de folhas que balançavam nos altos galhos dos álamos, ou que se juntavam no solo formando redemoinhos dourados. Tudo junto formava uma sonata de indiscutível beleza para os ouvidos que tivessem a capacidade de apreciá-la.

De dia, os raios de sol entravam tênues atravessando a abertura nas copas das árvores, sem força suficiente para queimar a nuca de um viajante. Apenas um pequeno calor reconfortante, para afastar, momentaneamente, o frio das noites sem estrelas. Uma névoa fina e refrescante podia ser vista e sentida aproximadamente até o meio-dia, quando o sol então tornava-se mais forte, mas, ainda assim, apenas um arremedo do que se poderia ver no mundo lá fora. À noite, paradoxalmente, a luz da lua banhava a floresta com esplendor. Invadia todos os vãos nas copas das árvores, banhava os troncos prateados dos álamos e o solo de folhas marrons, formando uma mistura de ouro e prata, um mar de cores e tons, que poderia fascinar até o viajante mais insensível.

Era um lugar belo, mas também melancólico.

Ali, naquele local pitoresco e escondido por serras e colinas ao redor, vivia agora Arvedui. Após abandonar o Castelo dos Senhores da Magia, o Druida havia procurado um lugar tranquilo onde pudesse viver, meditar e se aperfeiçoar para os dias que estavam por vir. Não possuía mais amigos em Vasta naquele momento. Permanecera, ainda, atento ao que acontecia na cidade, pelo tempo em que existiu vida ali, mas não se deixara ser visto perambulando por lá. Nas poucas vezes em que ainda visitara o centro urbano antes de sua queda, Arvedui o fizera durante a noite, espreitando ruas desertas e vielas escuras em sua forma animal. Soubera que quem tivesse o poder de sentir sua presença saberia onde encontrá-lo, quando preciso. Mas agora precisava de solidão, de tempo, de espaço e de um lugar tranquilo onde pudesse pensar, refletir e descobrir as respostas para as dúvidas que tanto o atormentavam.

Tampouco se tornou um frequentador do Refúgio que sucedeu o antigo reino. Aliás, afastou-se ainda mais de tudo após a queda do antigo reino, tornando-se uma mera lenda no novo ajuntamento urbano que sucedeu Vasta. Atualmente, o nome "Arvedui" não passava de um sussurro mencionado nas histórias de terror antigas que se referiam ao Reino Caído de Vasta.

Aldarion, é claro, vivia naquele bosque com Arvedui. O lobo rapidamente se adaptara à nova casa, principalmente pelo fato de Arvedui ter dado ao local "a sua cara". Sim, aquele pequeno bosque era um pedaço vivo da velha Aldalantë, que permanecia anda na memória e no coração do Druida. Com o poder da jóia, pode moldar a natureza naquele pequeno pedaço de terra na forma que lhe melhor alentava o coração. Sentiu-se, após muitos e muitos anos, plenamente satisfeito, quase feliz.

Cada árvore, galho, animal, riacho e folha daquele bosque era agora uma parte de Arvedui. Ali dentro, sentia-se finalmente em casa. Não tinha um teto onde dormia. Pela primeira vez em mais de 15 anos, voltara a dormir ao relento, tendo apenas as folhas como travesseiro, e a brisa morna da noite como cobertor. Logo nas primeiras noites sentiu-se revigorado. E agora, tendo a lua, sua protetora, sempre ao alcance dos olhos, Arvedui sentia suas habilidades se tornarem refinadas novamente. Aquela reclusão lhe estava fazendo bem, muito bem.

Arvedui leva a mão à gema que está sob suas vestes, na altura do peito. Sente o calor que brota daquela pedra esmeralda. Calor de vida. Começava, finalmente, a entender certos mistérios, compreender certos eventos, apreender o sentido de algumas palavras que ouvia de forma recorrente na antiga Aldeia Druida, quando era apenas uma criança. Sentia que, após tantos anos se aperfeiçoando, aprendendo a lutar e dominar poderes, não aprendera nada de realmente importante. Apenas agora, alguns dias vivendo em contato mais estreito com a natureza, é que compreendera o quanto realmente precisava aprender e dominar, o quanto o caminho ainda era longo.

Agora Arvedui havia compreendido onde se encontrava a verdadeira força de um Druida.
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Jack

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MensagemAssunto: Re: Bosque dos Álamos   Ter 18 Set - 12:15

Caminhando pelo bosque, Jack refletia no que tinha acontecido ate agora. O mundo havia se degradado a tal ponto, as florestas estavam sofrendo, tudo havia se perdido, mas pouco a pouco...as coisas iam tentando se reestruturar.
A Natureza sempre tentava triunfar. Ali mesmo, Jack via nesse bosque, que, embora contasse com a ajuda da magia de Arvedui, ainda tinha forças para continuar e renascer.
Caminhava e refletia sobre si, sobre o que tinha conseguido até agora.
Tinha feito tanto, treinado tanto, "saido dos padrões" druidicos normais, e tudo isso pra que? A florestas afora morriam, animais morriam, perdia a conta de quantos deveriam estar extintos.
Lídia passou voando pela sua face, girando de maneira magistral. Ela adorva voar, era muito boa nisso. Então pensamentos de seus amigos vieram a sua cabeça.
Striker, que no momento não estava ali - ele havia se auto imposto a missão de "perpertuar" sua espécie, o que na verdade era apenas uma desculpa para poder cruzar com todas as fêmeas que encontrava.
Lídia, que desde o momento que se encontraram até ali, nunca mais haviam se separado, parecia que havia sido o destino...Seu coração palpita, e ele não entende muito bem porque, ele cpoe a mão sobre o peito...tentando entender o que se passava, deveria ser coisa da sua cabeça.
Ele sacode a cabeça, voltando a seus pensamentos anteriores...destino...será que tudo que ele passou não serviu para esse próposito? Um bem maior.
Talvez tudo que ele tenha feito até agora, tenha servido...para algo que ainda estava por vir...para algo como agora?
Suspirou, ainda perdido nos seus pensamentos. Aquilo era cansativo.
Parou e observou o ceu, escurecia, porem ainda estava claro o suficiente para ver as copas das arvores.
Primeiro ele agachou, depois sentou e quando percebeu estava deitado no chão, observando o passar do tempo. Nem percebeu quando pegou no sono.

***

"Eu senti um perfume de flores, algo que eu sabia ja ter sentido em algum lugar, mas não lembrava de onde. Senti algo tocando meu rosto, eu abri meus olhos, a luz me cegou por alguns momentos, turvando minha visão por alguns segundos, Eu tentei entender o que estava acontecendo, percebi que o que havia me tocado era cabelo, um cabelo marrom longo, que caia na minha face, uma cabeça constratou com a luz do sol, e eu não conseguia ver muito bem quem era, quando eu me adaptei a luz, eu percebi um rosto conhecido, um lindo rosto, mas que eu nao conseguia lembrar de onde era.
-O que...?
-Acalme-se Jack...está tudo bem...
Aquela voz ecoou pelos meus ouvidos, eu eu reconheci, como um estalo, eu entendi
-Li...lidia? É você?
Apesar da surpresa, eu não conseguia me alterar, a calma pairava sobre mim.
-Sim - Ela respondeu - Sou eu.
-Você...você está...
-Sim - Disse ela com um sorriso
-Isso é um sonho, não é?
Ela sorriu mais, e então seus brancos dentes apareceram muito mais, naquela linda face.
-Sim Jack - Disse ela enquanto se abaixava e chegava seus lábios mais perto dos meus - É tudo um sonho..."

[...]

***

Acordei com um estalo, aquilo foi um sonho? Olhei para o lado, Lídia estava deitada, adormecida, no meu peito como sempre, mesmo tamanha de sempre, mesmo jeito de sempre....que sonho esquisito fora esse?
Foi quando ele sentiu. Uma pertubação, uma magia, algo anormal que ele nunca havia sentido.
Arvedui...ele teria sentido também?
Delicadamente pega Lídia e a segura nas mãos, em forma de concha, enquanto corre de volta para onde Arvedui costumava ficar, ia perguntar sobre aquela magia nova que sentira, e o que deveriam fazer.

[...]

Encontra Arvedui no mesmo local de costume, perdido em seus pensamentos. Espera ele notar sua presença e então pergunta:
-Você também sentiu? -diz numa expressão séria, Lídia acordava em suas mãos, ele olha para ela, dá um rápido sorriso e volta a olhar para Arvedui - O que deveriamos fazer quanto a isso?
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Arvedui

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MensagemAssunto: Re: Bosque dos Álamos   Ter 18 Set - 13:49

Havia muitos anos que Arvedui não deixava a segurança daquele bosque. A cada dia que passava, tornava-se mais avesso à ideia de visitar um ajuntamento urbano novamente, ainda que um mero punhado de casas como o refúgio. Lembrava - muitas vezes com nostalgia - da opulência de Vasta: suas torres, seus telhados bem feitos, suas ruas calçadas e limpas, a Vasta dos bons tempos. Todavia, tudo estava pertido agora. Vasta era pó. Sobraram as matas, as florestas, as árvores que rapidamente cobriram o que um dia fora uma grande cidade. E, de início, estando em meio à natureza, Arvedui não sentira saudade, nem necessidade de se preocupar em sair para o "mundo" lá fora. Ademais, tinha uma missão ali naquele bosque-santuário. Além de casa, aquilo também era um refúgio.

O Druida dormia pouco agora e, mesmo "adormecido", sua consciência viajava com Aldarion enquanto o Lobo percorria os caminhos tortuosos do bosque em busca de caça, ou na sua incansável vigília das fronteiras. De certa forma, o Druida estava sempre alerta. Era um trabalho cansativo, mas saber que estava sendo cumprido a contento era tranquilizador. E tudo parecia dentro da normalidade, até aqueles últimos dias. Até que a magia voltou a ser sentida em Vasta depois de tantos anos.

E justamente enquanto pensava nisso, Arvedui percebeu a chegada de Jack.

Jack escreveu:
- -Você também sentiu?

- Pensei que pudesse ser a idade nublando minhas faculdades mentais, mas se você, que é mais jovem, sentiu, então talvez eu não esteja caduco ainda.

Jack escreveu:
- O que deveriamos fazer quanto a isso?

Arvedui gastou um bom tempo pensando sobre isso. Antigamente, teria se posto de pé e encabeçado uma aventura, buscado o perigo como forma de aperfeiçoamento pessoal e em busca de poder. Atualmente, tudo isso parecia supérfluo demais. Desde que a vida se resumira a sobreviver numa região hostil como eram os arredores da antiga Vasta, a busca por aventuras perdera o sentido. Não, ainda não seria agora que O Druida sairia de seu santuário. Ademais, havia ainda algo que precisava fazer.

- Eu acho, Jack, que você poderia ir ao Refúgio. Se percebi corretamente, o foco de magia que sentimos veio de lá. Tente identificar o emissor. Você pode começar pela taverna, se o indivíduo que praticou magia não estiver lá, ao menos você poderá obter alguma informação. - deu um longo suspiro, a ponto de o lobo, que estava deitado ao seu lado, levantar uma orelha, mas sem abrir os olhos - Eu iria pessoalmente, mas minhas juntas doem.
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Jack

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MensagemAssunto: Re: Bosque dos Álamos   Sex 21 Set - 21:13

A resposta de Arvedui não o surpreende. Havia sido uma perturbação muito grande, algo anormal nos últimos anos.
Arvedui escreveu:
- Pensei que pudesse ser a idade nublando minhas faculdades mentais, mas se você, que é mais jovem, sentiu, então talvez eu não esteja caduco ainda.
-Eu não posso garantir essa parte da caduquice – Disse soltando uma ligeira risadinha
Arvedui escreveu:
- Eu acho, Jack, que você poderia ir ao Refúgio. Se percebi corretamente, o foco de magia que sentimos veio de lá. Tente identificar o emissor. Você pode começar pela taverna, se o indivíduo que praticou magia não estiver lá, ao menos você poderá obter alguma informação. - deu um longo suspiro, a ponto de o lobo, que estava deitado ao seu lado, levantar uma orelha, mas sem abrir os olhos - Eu iria pessoalmente, mas minhas juntas doem.

-Essa desculpa das juntas não cola mais – Disse sorrindo de canto de boca enquanto se preparava para partir. – Você é só um velho preguiçoso mesmo. – Ele para por alguns minutos, e volta a correr, enquanto diz – Me deseje sorte mestre! – Sorri enquanto começava a correr na direção da floresta do refúgio. Ele sabia que Arvedui não sentia mais o desejo de abandonar aquele lugar. Talvez a única pessoa capaz de tirá-lo dali fosse Lilith, mas nem ele, nem Arvedui sabiam por onde ela andava, logo, ele entendia o morasmo dele em sair do bosque.
O bosque era seu refúgio, seu Shangri-la, então não havia nada o que se fazer quanto a isso.
Lídia já estava acordada, e se espreguiçava, logo após alçou voou, dando liberdade para Jack num salto começar a sua transformação. Quando alcançou o chão, suas patas de tigre velozmente começaram a correr pela selva, em poucos segundos deixava o bosque e se embrenhava floresta adentro.
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Jack

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MensagemAssunto: Re: Bosque dos Álamos   Sab 13 Out - 20:41

O bosque estava calmo. Jack sempre achava estranho quando saia da morbidade da floresta e adentrava no bosque. Eram dois lugares completamente diferentes que mudavam de maneira abrupta.
Como uma águia, a re-entrada foi um pouco mais brusca. Mas nada que não ja tivesse passado outras vezes.

Ele plana suavemente e pousa, a poucos metros de onde arvedui cochilava. Com o baque, ele acorda o druida no susto, sorri e então começa a falar:

-Mestre...espero ter te acordado bem...-respira um pouco, ele só chama Arvedui de mestre quando o assunto era sério, e então dispara de uma vez - Algo muito fora do normal acabou de acontecer.
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Arvedui

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MensagemAssunto: Re: Bosque dos Álamos   Seg 15 Out - 16:39

O druida fingia cochilar, e não sabia se aquele seu ex-discípulo troçava ou realmente pensava que ele estava adormecido. Contudo, o druida apenas observa a chegada de Jack, sem nada falar. Espera até que seu companheiro de profissão fale suas palavras. Imediatamente, a expressão do velho druida assume tons preocupados. Sabia que Jack não brincaria com algo sério.

- Temia a chegada desse dia. Mas, diga-me, o que está tão fora do normal?

Observou bem o outro druida, na tentativa de enxergar algum traço de brincadeira em sua expressão. Nada.

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Jack

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MensagemAssunto: Re: Bosque dos Álamos   Sex 26 Out - 19:39

Uma brisa soprou levemente enquanto passou-se alguns segundo até Jack voltar a falar. Ele aproveitou para olhar Lídia. Ela voava despreocupadamente, fazendo piruetas no ar, vez ou outra perseguindo uma borboleta, ou apenas voando. Deu um breve sorriso, então voltou a sua atenção a Arvedui:

-Eu fiz como me foi pedido, Arvedui. Eu segui o rastro do distúrbio mágico. Ele me levou até a cabana perto da entrada do refúgio. - Ele suspirou, pensava numa forma de falar que trouxesse credibilidade, em que o mestre entendesse o porque ele estava tão preucupado - Naquela cabana eu vi coisas que eu não via a muito tempo...e tambem vi coisas que eu realmente não esperava.

Ele começa a repassar mentalmente as cenas que viu enquanto estava perto da cabana.

-Eu vi estranhos seres naquele lugar, de verdade, a primeira coisa que me chamou a atenção foi..que quando eu usei a visão de revelação para ver seus alinhamentos...não havia...nenhum caôtico ou mal...todos estavam muito brancos, bons...entende?

Outro suspiro, ele engole o seco e continua:

-Havia um orc...ele...ele tinha uma das auras mais puras e boas que eu já vi na minha vida, coisa para dar inveja a alguns padres e clérigos...Havia tambem um homem, sua aura puxava pra um vermelho...incandecente...entende? Algo que eu so poderia descrever como...a mais pura e folgosa baforada de um dragão.

Ele respira um pouco, dando uma pausa para caso Arvedui tivesse algo a falar.

-Alem deles, havia dois gnomos. Um deles, carregava uma magia dentro dele, por mais estranho que seja um poder magico, você consegue destinguir quando algo é daqui e quando não é.


Ele desiste de tentar fazer sentido e fala simplesmente o que vem em sua cabeça:

-O outro tinha uma aura diferente, algo que...é como se não fosse daqui, eu senti, que em parte, ele foi a causa dos disturbios...mas...não foi so ele...havia uma mulher la tambem. Ela...ela simplesmente, junto com o Gnomo...não fazem "parte" desse mundo...não que sejam almas que devam ir pro mundo...so que ... a aura deles mestre...é algo que...eu não sei explicar...como eu disse, ambas muito muito boas...mas...não deveriam estar aqui. Logo, eu acho que...eles sãoa causa do distúrbio mágico que sentimos...


Mais um suspiro profundo. Ele havia simplesmente despejado muit ainformação de uma vez. Ele então finaliza, se levantando e fazendo menção de sair.

-Eu acho que você vai querer algum tempo para pensar em tudo isso Arvedui...Mas eu queria deixar uma interrogação na sua cabeça: O que essas pessoas, tão singulares e poderosas, estão fazendo agora, justamente aqui? -Ele pensa por mais uns segundo e finaliza- Não que eu acredite muito em destino, mas tudo tem um motivo...e se essas pessoas estão juntas, algumas sabe-se la da onde surgiram, estão aqui, então algo muito importante deve estar para acontecer.
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MensagemAssunto: Re: Bosque dos Álamos   

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Bosque dos Álamos
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